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Transporte escolar para universitários pode receber recursos de fundo federal

Projeto aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (27) estende a assistência de fundo federal que financia o transporte escolar do ensino básico ao transporte de estudantes universitários que estudam em municípios afastados de onde residem. A comissão acolheu a medida depois de impor derrota a relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que recomendava a rejeição da matéria (PLS 526/09). Jucá atuou como substituto ad hoc de Benedito de Lira (PP-AL).

Com esse resultado, prevaleceu relatório do senador Cyro Miranda (PSDB-MT), que havia apresentado voto em separado a favor do projeto da ex-senadora Marisa Serrano. Como a proposta recebeu decisão terminativa , deve seguir diretamente para exame na Câmara dos Deputados.

Pelo texto, os recursos financeiros repassados pela União aos municípios, no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), devem ter parcela reservada ao custeio do transporte dos estudantes universitários que estudem em municípios nas imediações. O cálculo dos recursos seria detalhado em regulamento e levaria em conta no número de universitários aptos a usar o transporte e a quilometragem percorrida.

Restrições

Cyro Miranda recomendou a aprovação da proposta por considerar que a iniciativa funciona para a democratização do acesso ao ensino universitário. Porém, sugeriu o aproveitamento de emenda acolhida antes no parecer da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) para delimitar o auxílio financeiro a municípios que não possuem instituição de ensino superior. Para o senador, isso pode coibir abusos e ineficiências na execução do programa.

A emenda também define um limite de duzentos quilômetros diários para a distância a ser percorrida pelo sistema de transporte universitário intermunicipal. O entendimento é de que viagens mais longas aumentariam o custo do programa, além de confinar os estudantes em ônibus, com redução do tempo que poderiam estar dedicando aos estudos.

Jucá apontou no relatório incompatibilidade do projeto com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000), por criar despesa contínua não prevista nas leis orçamentárias, inclusive o Plano Plurianual. Isso ocorreria de forma indireta, já que a despesa não poderia ser financiada pelo PNATE, mantido com a cota federal do salário-educação, privativo para despesas com a educação básica.

Como resultado, analisa Jucá, a aprovação do projeto exigirá a alocação de verba adicional de origem distinta a favor do fundo, o que caracterizará a criação de nova despesa continuada. Para os defensores do projeto, a argumentação é infundada.

Recursos para o Exército


Um pedido de vista do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) adiou a decisão sobre projeto (PLS 62/08) do senador Fernando Collor (PTB-AL) que destina ao Fundo do Exército valores provenientes de compensações financeiras pagas pela exploração de recursos minerais, petróleo, gás natural e recursos hídricos utilizados na geração de energia elétrica. O parecer do relator, senador Roberto Requião (PMDB-PR), é favorável à matéria, que também receberá decisão terminativa na CAE.


Fonte: Agência Senado

Escolher a escola para o filho é tarefa que exige a atenção dos pais

Ainda falta um trimestre para o fim do ano, mas os anúncios de colégios e redes educacionais já começam a ocupar os espaços de propaganda. Número de aprovados no vestibular, posição em rankings e promessas de ensino diferenciado são algumas das estratégias usadas para conquistar a atenção dos pais e, principalmente, a matrícula de seus filhos.
Não é fácil optar diante da avalanche de informações, mas para escolher com sabedoria é indispensável que os próprios pais decidam: que tipo de formação quero que meu filho receba?
Tendo em vista que a melhor escola é aquela que melhor corresponde à expectativa da família, o jornal Gazeta do Povo, no Paraná, elaborou um guia com perguntas, reflexões e aspectos práticos que devem ser observados na hora de escolher uma instituição.
Contribuíram na construção dos tópicos as pedagogas Maria Silvia Bacila Winkler, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), e Paulla Helena Silva de Carvalho, das Faculdades Integradas do Brasil (UniBrasil), além de vários pais que estão em busca de uma nova escola para seus filhos ou vão matriculá-los pela primeira vez.
Confira abaixo as dicas e os critérios a serem observados na hora da escolha:
Comunicação com os pais
A maioria das escolas adota a comunicação com os pais por meio da agenda dos alunos. As dos menores são preenchidas diariamente com informações a respeito do comportamento do aluno naquele dia, isso permite que a família acompanhe todo avanço ou dificuldade vivida pelo filho na escola.
Nas visitas que fizer peça para ver uma agenda como exemplo, repare se informam sobre a alimentação da criança no dia, a interação com os colegas de sala e a participação nas atividades propostas.
Pergunte sobre a frequência com que fazem reuniões de pais e esclareça todas as dúvidas quanto ao acesso que você poderá ter ao seu filho durante as aulas. Em algumas escolas a presença dos pais em qualquer hora do dia é liberada, em outras as visitas são limitadas.
Estrutura
No ciclo da educação infantil, quando o desenvolvimento motor está no centro das atenções, é preciso observar se os espaços são amplos e seguros, se há diversidade de ambientes e se há possibilidade de atividades ao ar livre.
Pense em como será a locomoção da criança no interior da escola, pergunte se há horários diferentes para o uso dos espaços por alunos maiores e menores.
Para os adolescentes o espaço para esportes costuma influenciar na escolha, mas primeiro defina se seu filho fará atividades esportivas apenas na escola ou se frequentará algum clube ou aula em outra instituição.
Quanto aos laboratórios e salas temáticas, procure saber o tempo que seu filho passará nesses espaços e avalie o quanto contribuem efetivamente para o aprendizado.
Proposta pedagógica
Mais importante do que saber o nome da teoria educacional na qual a escola se baseia é entender de que forma a escola trabalha essas ideias na prática, e que benefícios pode trazer ao aluno. O segredo para não ser confundido por promessas milagrosas é observar e comparar.
Ouça o que a pedagoga da escola tem a dizer e peça exemplos de como aplicam os princípios citados no dia a dia. Visite os ambientes e observe o comportamento de alunos e professores. Se houver incoerência entre o discurso e a prática vai ser difícil estabelecer uma relação de confiança entre escola e família.
Alfabetização
Essa é para quem precisa matricular o filho na educação Infantil. Há discussão na área acadêmica quanto à melhor idade para ter início o processo de alfabetização. Algumas redes municipais optam por adiar as atividades com letras para o ensino fundamental, mas quase a totalidade da rede privada trata do tema de forma lúdica desde o início da vida escolar.
Nesses casos é importante saber em que consistem as atividades. Nas visitas, repare nos trabalhos geralmente expostos na parede e pergunte pela idade das crianças que os fizeram.
Com informações da Gazeta do Povo (PR)

Conselhos escolares são parte do processo de transformação do país



Para a secretária Maria do Pilar Lacerda, os conselhos representam o direito de todos à educação (Foto: Fabiana Carvalho)Na abertura das atividades do 3º Encontro Nacional de Fortalecimento do Conselho Escolar, a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, disse que o “direito à educação tem que ser repetido todos os dias e várias vezes ao dia”. O motivo da repetição, segundo a secretária, é que o direito à educação é muito recente no país e ele precisa se solidificar.

O 3º encontro acontece em Brasília até a próxima sexta-feira, 30, reunindo atividades de formação de técnicos das secretarias estaduais e municipais de educação e trocas de experiências.

Para ilustrar a importância da organização dos conselhos escolares com a participação de pais, estudantes, professores e gestores na vida da escola, a secretária Maria do Pilar lembrou aos conselheiros que mudanças na educação são geracionais. No início de 1960, disse, de cada cem crianças, 80 estavam fora da escola, porque a educação não era um direito. “Com isso, milhões de brasileiros não tiveram o direito de aprender.”

A Constituição Federal de 1988, lembrou Pilar, marca o início de uma sociedade de direito para todos. “Somos uma República laica, que aceita todas as religiões, raças e etnias.” Mas, para que isso seja pleno, segundo ela, o Brasil precisa ter uma escola pública forte para todos, com a presença dos filhos das classes média e alta, o que ainda não ocorre. “A constituição e o funcionamento pleno dos conselhos escolares fazem parte desse processo de transformação do país”, observou. 

Participação – Representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) também participaram da abertura do encontro.

Para Maria de Salete Silva, do Unicef, “há dez ou 15 anos” o conselho escolar era confundido com uma atividade burocrática e estava afastado de seu principal papel, que é garantir o direito de aprender das crianças. Maria de Salete lembra que o direito de aprender compreende o acesso à escola na idade certa, a permanência e a conclusão da formação. Isso, para ela, só acontece com a participação da família, da escola e do Estado num mesmo fórum. “O conselho traz o olhar da comunidade para a escola”, explicou.

Participam do 3º Encontro Nacional de Fortalecimento do Conselho Escolar cerca de 250 técnicos que atuam na área de gestão escolar das 26 secretariais estaduais de educação, do Distrito Federal e de municípios com mais de 150 mil habitantes. As unidades da Federação que não possuem municípios com essa densidade populacional estão representadas por servidores das quatro maiores cidades de cada estado. Desde 2009, os encontros nacionais acontecem uma vez por ano.

Diversidade – De acordo com José Roberto Junior, coordenador do Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, o encontro presencial reúne a diversidade dos conselhos criados nas escolas públicas de todo o país. Nos três dias de formação, os conselheiros também vão trocar experiências em gestão democrática.

Dados da SEB mostram que, de 2005 a março de 2011, o programa capacitou 18,7 mil técnicos em cursos de formação presenciais e 11,9 mil em cursos a distância. A formação é feita por universidades públicas federais. Publicações e cadernos elaborados pelo MEC servem de subsidio para a capacitação.

A constituição e o funcionamento dos conselhos escolares estão previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei nº 9396/1996, e agora reafirmados no novo Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020, que tramita no Congresso Nacional desde dezembro de 2010.

Ionice Lorenzoni

Confira o programa do 3º Encontro Nacional de Fortalecimento do Conselho Escolar, com transmissão ao vivo.
Confira os quadros da capacitação a distância e presencial.
Confira os 12 cadernos e as publicações do MEC sobre os conselhos escolares.

Escolas precisam mudar para reagir à violência, defendem especialistas

Com um novo caso de violência escolar –em que um aluno de dez anos atirou em uma professora em São Caetano do Sul (SP) e se matou–, o debate sobre como lidar com o problema volta à tona. Especialistas ouvidos pelo UOL Educação afirmam: as escolas precisam mudar para tentar evitar novos episódios. Essas mudanças também passam, dizem, pela família e pela formação do professor.
“A escola precisa mudar muito. Precisa evoluir muito em questões pedagógicas, nos métodos de ensino, no próprio relacionamento dos professores com os alunos”, afirma o professor da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) Evandro Camargos Teixeira. Ele defendeu, neste ano, uma tese de doutorado sobre as relações entre violência e abandono e desempenho escolar.
“Não é uma questão de coerção. Isso não vai acabar com o problema. Não adianta colocar a polícia. Ela vai lá para tentar resolver o problema que acabou de acontecer. É [preciso] uma política de conscientização de todos os setores”, afirma Teixeira.
Para Paulo Carrano, professor da Faculdade de Educação da UFF (Universidade Federal Fluminense), não houve muitas mudanças nas escolas nos últimos anos. “A disciplina escolar não mudou muito, a disposição das carteiras [na sala] não mudou muito”, diz.

Professor

Essas mudanças, afirma Carrano, também devem passar pelo professor. “O ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’, tem que ter lugar a outro tipo de autoridade. Os professores mais escutados [pelos alunos] são os que têm a autoridade do saber, que sabem o que estão dizendo, e os que têm a autoridade do afeto, que escutam, que dão valor às experiências que os alunos já trazem. O que consegue juntar as duas é o melhor professor.”
De acordo com o especialista, é preciso um esforço para entender as razões das atitudes violentas. “Os episódios de violência contra os professores poderiam de fatos ser diminuídos com ações que investissem mais na busca da compreensão de porque que surge o fenômeno da violência, do bullying. Se a gente não entender o que gera esse comportamento, não vamos ter soluções eficazes”, diz Carrano.

Família

Evandro Teixeira afirma também que é fundamental um acompanhamento de perto da família. “O próprio aluno se sente mais seguro(a) se a própria família está participando”, diz. Carrano concorda: “As crianças reproduzem aquilo que elas levam. Se as boas maneiras não aconteceram na família, a escola tem um problema.”

UOL 
Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Curso de formação para professores recebe inscrições até 30 de setembro

Professores de educação infantil da rede pública municipal podem ser inscritos por sua secretaria de educação, até 30 de setembro, no Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil (ProInfantil). O ProInfantil é um curso de nível médio, modalidade normal, a distância, destinado aos educadores em atividade que ainda não possuem a formação exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
Para ingressar no curso, o professor deve estar em exercício na educação infantil por pelo menos quatro anos e deve permanecer na sala de aula no decorrer da formação, que tem duração de dois anos. Educadores que atuam em creches e pré-escolas comunitárias, filantrópicas e confessionais também podem participar da capacitação.
O ProInfantil possui quatro módulos com duração de seis meses cada um, totalizando 3.392 horas de curso. O currículo da formação é estruturado em seis áreas temáticas: linguagens e códigos; identidade, sociedade e cultura; matemática e lógica; vida e natureza; língua estrangeira; e fundamentos da educação e organização do trabalho pedagógico.
Para inscrever o docente no ProInfantil, o gestor deve acessar o Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec) e preencher a demanda estimada no Plano de Ações Articuladas (PAR). Após o diagnóstico feito pelo município, o Ministério da Educação avaliará a quantidade de cursistas a ser atendida por cada município. Dúvidas sobre o processo de inscrição podem ser esclarecidas pelo telefone 0800 616161, opção 6.
Com informações do MEC

Projeto de lei quer que férias escolares de 2014 coincidam com Copa do Mundo

Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados quer que as férias escolares do meio de 2014 coincidam com a Copa do Mundo de Futebol, que será realizada no Brasil. O texto, que ainda precisa passar por duas comissões, tem prioridade na tramitação.




Pela proposta do deputado Cleber Verde (PRB-MA), as férias devem acontecer no período entre a abertura e o encerramento dos jogos. A Copa será realizada entre os dias 12 de junho (quinta-feira) e 13 de julho (domingo). A medida valeria para escolas públicas e privadas de todo o país.



Em sua justificativa, o parlamentar pede a alteração nas datas para que “os estudantes brasileiros possam se congratular com seus amigos e familiares, bem como com os torcedores dos outros países, nessa grande festa mundial.”


http://noticias.uol.com.br/educacao

Marcha Nacional “10 mil pelos 10% do PIB para a Educação”




A Marcha Nacional “10 mil pelos 10% do PIB para a Educação”, que será realizada em Brasília, no dia 26 de outubro, tem o objetivo de pressionar o Congresso Nacional para que, em vez de 7% do PIB, como está no PNE, 10% sejam destinados para a educação.



Neste dia, os participantes se concentrarão em frente ao ginásio Mané Garrincha (que está em reforma para sediar a Copa do Mundo de 2014) e marcharão até o Congresso Nacional, onde acontecerá um grande evento. A CNTE pretende, também no dia 26 de outubro, entregar aos parlamentares cem mil cartões com as assinaturas coletadas em todo o país pedindo os 10% do PIB para a educação.

No gramado em frente ao Congresso Nacional estarão expostos desenhos feitos por estudantes de escolas públicas sobre o Piso e Carreira que começaram a ser coletados após a aula cidadã, no dia 16 de setembro. “A intenção é coletarmos o maior número de desenhos possível sobre o tema Piso e Carreira para que possamos estendê-los em um varal que será colocado em frente ao Congresso Nacional no dia da Marcha”, explicou o presidente da CNTE, Roberto Leão.

Em Brasília, todos os estudantes poderão acompanhar a Marcha. Os outros estados escolherão o autor do melhor trabalho inscrito, que terá a oportunidade de participar da Marcha Nacional. (CNTE, 22/09/11)


http://www.cnte.org.br

MEC muda parâmetro que estabelece valor mínimo por aluno

A partir de 2012 as redes públicas receberão mais por cada aluno matriculado em creches de tempo integral ou em ensino médio no campo. O Ministério da Educação publicou nesta quinta-feira no Diário Oficial novos valores para ponderação sobre o custo mínimo por aluno para estabelecer quanto deve ser repassado por cada matrícula.
Estudantes em creches em tempo integral passam a receber 1,3 vezes o custo mínimo por aluno nacional - que já foi estabelecido em R$ 2.009,45 por matrícula para o próximo ano. Com isso, no caso de matrículas nesta etapa de ensino, as redes precisam investir R$ 2.612,28 por criança. Até este ano, a ponderação era de 1,2 vezes o mínimo.

A mudança iguala para creches em atendimento integral o que já era praticado para pré-escola, ensino fundamental e médio em tempo integral. No caso de creches em tempo parcial, no entanto, o valor continua sendo de 0,8 do mínimo, ou R$ 1.607,56 por aluno.
Para o ensino médio no campo a mudança foi de 1,25 vezes para 1,3 vezes a base. Como isso, cada matrícula nesta fase em escolas rurais receberá em 2012 os mesmos R$ 2.612,28, cem reais a mais do que seria calculado pelo fator de ponderação anterior.
O custo por aluno estabelecido pelo MEC para 2012 continua abaixo do Custo Aluno Qualidade (CAQi) defendido pela Campanha Nacional pela Educação e aprovado pelo Conselho Nacional de Educação em resolução que não foi nem homologada e nem descartada pelo ministro Fernando Haddad.

IG 
Com informações do Blog do Professor Ivanilson

Aumento da carga horária terá impacto positivo na aprendizagem, diz Haddad

O ministro Fernando Haddad e o secretário de ações estratégicas, Ricardo Paes de Barros, apresentam estudos sobre a jornada escolar (Foto: Fabiana Carvalho)O aumento do número de dias letivos, de 200 para 220 dias por ano, ou a ampliação da jornada diária para cinco horas são alternativas em estudo para melhorar a qualidade da educação básica. A informação foi dada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira, 21.

A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) – nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 – prevê para as escolas brasileiras carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídas em no mínimo 200 dias de efetivo trabalho escolar. De acordo com o ministro, há evidências de que essa carga horária é baixa.

“Quatro horas por 200 dias é um caminho que nenhum país está trilhando”, observou Haddad. “Estamos conversando com secretários de educação, tanto municipais quanto estaduais, para verificar se nós podemos ampliar essa jornada.”

A proposta de ampliação da jornada se sustenta em estudos que apontam que o aumento da exposição dos alunos ao professor produz impactos na aprendizagem. Além das alternativas de aumento de dias letivos e de ampliação da jornada diária, pensa-se também numa possível combinação das duas propostas.

De acordo com o ministro, estudos estão sendo feitos para descobrir qual opção é menos onerosa para os cofres públicos, mas sem perder de vista o efeito sobre a qualidade da educação. “Não adianta adotar uma medida que é menos custosa, mas sem impacto na aprendizagem. Nós queremos efetividade para a melhoria da qualidade da educação”, disse o ministro.

Um desses estudos está sendo coordenado pelo secretário de ações estratégicas da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros. Segundo ele, o aumento do tempo de permanência dos alunos na escola produz impactos positivos na aprendizagem. Uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) é a oferta de educação integral em 50% das escolas públicas de educação básica até 2020.

Diego Rocha

Conheça o estudo coordenado por Ricardo Paes de Barros

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Palavras-chave: educação básica, jornada escolar
FONTE: PORTAL DO MEC 
Com informações do Blog da Professora Juraci

Países da América Latina lançam rede de organizações com foco na educação

Movimentos de 13 países da América Latina criaram na última sexta-feira (16) a Rede Latino-americana de Organizações da Sociedade Civil pela Educação. O objetivo é promover a educação inclusiva e de qualidade como prioridade das agendas públicas nacionais e da região; estabelecer estratégias e metas de colaboração de longo prazo; e promover o intercâmbio e a disseminação de experiências que contribuam para objetivos comuns.
A rede foi lançada na sessão especial do Congresso Internacional: “Educação: uma Agenda Urgente”, realizado em Brasília, de 13 a 16 de setembro. O dia de trabalho do Congresso foi organizado pelo Todos Pela Educação em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O evento contou com a participação de autoridades de diferentes países, entre elas, do ministro da Educação, Fernando Haddad.
“Temos a convicção de que o intercâmbio das experiências vai nos fazer bem. A América Latina tem uma dívida histórica com a educação. Até o século XX, a educação era um tema nacional; agora é regional. Podemos sair todos juntos da situação de inércia e avançarmos juntos em proveito do continente, pelo direito das crianças de se desenvolverem plenamente. O ideal é que identifiquemos os problemas e que superemos, todos juntos, essa realidade”, afirmou o ministro.
Para Marcelo Perez-Alfaro, especialista sênior em Educação do BID, “a prioridade educativa é uma questão que tem de ser encarada tanto pelo setor público quanto pela sociedade civil”. Marcelo Cabrol, chefe da Unidade de Educação do BID, afirmou que a rede tem o papel de facilitar a colaboração. “Estamos prontos para trabalhar e para aprender.”
Princípios da rede
Conheça aqui os princípios da rede, segundo o documento:
Disposição para aprender: a riqueza das experiências latino-americanas é fonte de inspiração, conhecimento e otimismo. Por isso, partimos do princípio da necessidade de aprender com nossos próprios pares, a partir de seus êxitos e dificuldades, criando uma corrente Sul-Sul de intercâmbio de experiências.
Trabalho colaborativo: ainda não temos respostas para muitos de nossos problemas educacionais, mas estamos dispostos a trabalhar coletivamente na busca de melhores práticas e soluções mais adequadas.
Estado e Educação: acreditamos que cabe ao Estado assegurar a universalidade da oferta da educação, como um direito humano e constitucional; cabe às autoridades legitimamente constituídas manter a sua direção sob a observação da sociedade civil, a quem representam e a quem devem prestar contas com total transparência.
Corresponsabilidade: acreditamos que, sendo a educação de qualidade um elemento crucial de desenvolvimento social, humano e econômico de nossas sociedades, o alcance de seu exercício pleno deve ser assunto de todos, e implica no cumprimento das responsabilidades de cada um. Por isso, os cidadãos devem participar ativamente da avaliação, monitoramento e desenho das políticas educacionais, de maneira que sejam verdadeiras políticas de estado.
Participação: acreditamos que é possível alcançar impacto efetivo sobre políticas educacionais e ter uma relação construtiva entre o setor público e privado por meio do diálogo e de propostas de ações positivas e razoáveis que agreguem valor.”
Fazem parte da Rede latino-americana as seguintes organizações: Proyecto Educar 2050 (Argentina); Todos Pela Educação (Brasil); Educación 2020 (Chile); Empresarios por la Educación (Colômbia); Grupo Faro (Equador); Fundación Empresarial para el Desarollo Educativo – Fepade (El Salvador); Empresarios por la Educación (Guatemala); Fundación para la Educación Ernesto Maduro Abreu (Ferema); Mexicanos Primero (México); Unidos por la Educación (Panamá); Juntos por la Educación (Paraguai); Empresarios por la Educación (Peru) e Acción por la Educación – Educa (República Dominicana).
Fonte: Todos Pela Educação
Crédito da foto da home: Agência Brasil

TICs na educação?



Por Marcus Tavares

Luiz Fernando Gomes é, atualmente, presidente da Associação Brasileira de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional (ABEHTE). Professor do programa de pós-graduação em Educação e responsável pelo Centro de Educação e Tecnologia da Universidade de Sorocaba (Uniso), Luiz está à frente da coordenação-geral do IV Encontro Nacional de Hipertexto e Tecnologias Educacionais, que será realizado nos dias 26 e 27 de setembro, em São Paulo.

O evento reunirá cerca de 400 pesquisadores/professores de todo o país com o objetivo de discutir sobre a interface tecnologia e educação no contexto contemporâneo, em especial as redes sociais. Em meio a uma série de compromissos por conta da organização do evento, o professor Luiz Fernando Gomes conversou com a revistapontocom. Direto e crítico, Luiz reflete sobre o real papel e possibilidades das tecnologias na sala de aula, sem marketing e milagres. “Não é tecnologia que muda, que melhora a educação. São as pessoas”, destaca.

Acompanhe:

revistapontocom – Pode-se dizer que o Brasil já avançou, de fato, na discussão entre TICs e educação?
Luiz Fernando Gomes – O Brasil é imenso e é difícil pensar nele como um todo, especialmente quando se trata de educação. Mas, se pensarmos em termos de acesso à internet, não há dúvida que esse acesso aumentou, embora muito mais lentamente do que gostaríamos. O computador baixou de preço e vem aí uma banda larga por trinta e poucos reais (mas não vem a internet via rede elétrica, como foi prometido…). Não sei se vejo com bons olhos o simples aumento do acesso. Junto à tecnologia vem a ideologia, as linguagens e os usos esperados. Numa ponta, aumenta o acesso, mas noutra, disseminam-se formas hegemônicas de ser, ver e de estar no mundo. Gostaria que a popularização do acesso fosse acompanhada de propostas de letramento que auxiliassem as pessoas a se inserir no mundo desta “nova escrita” de forma mais crítica e consciente. Utilizar hardwares e softwares é mais fácil, digamos, do que lidar com as linguagens e com o potencial do meio digital. Parece-me que a escola ainda não conseguiu, em seu currículo, trabalhar/superar a fase do “adestramento” para uso de softwares e hardwares. É necessário, urgentemente, que ela comece a ver o computador, como meio/canal de comunicação, como um artefato cultural e também como uma cultura. Ele funciona dentro de um contexto social e cultural. Há que se ter uma visão mais ampla. Há que se considerar sempre o “outro”, que não é outro computador, mas uma pessoa, um cidadão. É a partir do outro que a escola deveria começar a trabalhar. Há muitas práticas, muitas tentativas. Os resultados são variados e contraditórios, o que não é um mal em si. Na impossibilidade de termos uma teoria única e absoluta sobre a relação entre tecnologia e educação, uns pesquisam, outros copiam, outros repetem e outros ignoram. É assim até hoje com certas teorias linguísticas, certas pedagogias. Também não há uma relação direta entre tecnologia e aprendizagem, de modo que não se pode acreditar que a tecnologia em qualquer situação e contexto será melhor do que sem a tecnologia. A tecnologia não é “do bem”, tanto quanto “o progresso nem sempre é para frente.” A exclusão social começa pela exclusão linguística, pois é na linguagem que o sujeito se estabelece e se (re)conhece. Portanto, a presença de computador, do laboratório, traz o acesso, mas não há necessariamente algum progresso social advindo desse acesso. Não há relação direta entre melhoria na qualidade de vida das pessoas que residem, por exemplo, na periferia, e o acesso a um quiosque de máquinas conectadas oferecido pelo governo. Educação é política. Pois educação é para a cidadania, é para a coletividade, é para a sociedade. Seus reflexos devem ser sentidos na sociedade em que se insere e em seu entorno. Não é a tecnologia que muda, que melhora a educação. São as pessoas.

revistapontocom – Então a presença das TICs não fazem tanta diferença assim na aprendizagem?
Luiz Fernando Gomes – Com o conhecimento distribuído entre homens e máquinas é possível que nossas teorias de aprendizagem não dêem conta de como funciona a aprendizagem/cognição em situações de simbiose homem-máquina. Talvez o behaviorismo, o cognitivismo e o interacionismo não sejam suficientes. George Siemens, pesquisador canadense, defende o conectivismo. Mas ainda é uma teoria em construção. É razoável pensar em uma pessoa aprendendo com a outra, mas aprendendo com um computador é diferente. O conhecimento não está e não cabe na cabeça de uma única pessoa, ele está distribuído e a nossa noção do que é saber fica abalada. Saber é também, agora, saber encontrar, saber mobilizar. Claro que uma pessoa pode aprender frações sem computador. Mas se com um programa “X” essa aprendizagem for mais profunda, mais rápida, por que não utilizar o computador? Usamos, em cada época, em cada tempo, a tecnologia que nos é disponível. Não faz sentido rejeitá-la sem mais nem menos. A questão não é a tecnologia que se usa. A questão é a crença, diria mesmo fetiche, de que tudo é melhor com tecnologia. De que ela é a solução (ou mesmo parte dela). Não é. Mas, sim, pode ser. Fazem alarde do uso de notebooks, lousas digitais, celulares e outros tantos apetrechos nas escolas, mas isso é parte do marketing, do “ar de modernidade” que se quer passar. Pergunte ao filósofo Giorgio Agamben (ou acompanhe nosso seminário hipertexto 2011) e você verá que moderno é estar entre o não ainda e o já passou. Ele diz que nem a moda é moderna, pois os desenhos da coleção deste verão, na verdade, foram pensados, rascunhados, cerzidos e alinhavados na temporada de verão passado. As passarelas são do passado. Elas são fora de moda! E as modelos são démodé por definição.

revistapontocom – O senhor concorda que o hipertexto chegou meio que atropelando a escola? Ela nem havia ainda resolvido a sua relação com a mídia televisiva e já estava diante de um outro meio de comunicação: mais poderoso, impactante e revolucionário.
Luiz Fernando Gomes – A escola é lenta, paquidérmica. Nesse modelo que vem de séculos, não cabe a agilidade dos tempos de hoje. Ela tem problemas contemporâneos e tenta resolvê-los com medidas modernas do passado. Suspende, chama os pais etc. Olha sempre para trás. Não consegue ensinar para o futuro, apenas para o passado. Essa escola não está sintonizada para lidar com a liquidez [modernidade líquida, conceito do sociólogo Zigmunt Bauman] do mundo e para o desmanche da solidez da modernidade. O que ocorre é que a tecnologia é veloz e voraz. Ela tem pressa e não tem permanência. Ela quer ser consumida em gadgets e softwares, mas não quer saciar. Nunca será o bastante. A tecnologia atropelará cada vez mais a pedagogia. Os educadores sequer clamavam por tecnologia. Ela invadiu o cotidiano escolar causando problemas, mudando, desestabilizando, modificando a arquitetura das salas, laboratórios (antes eram os de Química e de Biologia). Enquanto os professores discutiam se aquilo era bom ou ruim, os alunos já haviam decidido que, sem saber se é bom ou não, “é o que todo mundo está fazendo”, e ninguém quer ser um “outsider”. A escola parece que não se importa em ser… A escola tentou (tenta) controlar a tecnologia com regulamentação sobre uso de celular em suas dependências, criar regras e criminalizar os usos e “abusos”. Ou a escola muda ou os alunos mudam… de escola. Os jovens ligam-se em comunidades virtuais, aprendem colaborativamente e desqualificam a escola. Mas há uma coisa importante: nós valemos pelo que recusamos. Rejeitar também é uma forma de ser crítico e cético. Com a tecnologia, a escola tem que ser, ao mesmo tempo, crítico e cético, mas não voltar às costas para o problema.

revistapontocom – Sempre quando se fala em TICs e educação, procuramos bons exemplos e práticas para serem, a medida do possível, reproduzidos em outras realidades. O senhor poderia indicar alguns exemplos e práticas?
Luiz Fernando Gomes – As “boas práticas” são sempre boas em seus contextos. Uma boa aula na sala “A” pode ser um desastre na sala “B” no mesmo dia, dada pelo mesmo professor. Decidir o que é bom, útil, necessário, não é papel do professor, da diretoria ou de qualquer outro superior hierárquico. O que é bom deve ser decidido e negociado com a comunidade/bairro onde a escola se insere. Entram todos: moradores, alunos, pais, professores, diretores, auxiliares. A comunidade é o currículo. É em função dela que as práticas devem ser adotadas e no olhar dela é que as práticas devem ser analisadas e criticadas.

revistapontocom – De que forma o seminário Hipertexto vem contribuindo para a melhoria da relação ensino/aprendizagem das e nas escolas?
Luiz Fernando Gomes – O professor da UFPE, Antonio Carlos Xavier, foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional (ABEHTE) e seu primeiro presidente. Fez muito pela ABEHTE. Tem um trabalho consistente na área de estudos de hipertexto. A presidência da associação é itinerante: elege-se nova diretoria a cada dois anos. Uma das principais atividades da ABEHTE é a realização dos encontros nacionais. Os três já realizados foram coordenados pelas diretorias anteriores. Teremos, agora sob minha gestão, no IV Encontro mais de 400 pessoas dos quatro cantos do país. Isso mostra a quantidade de pesquisadores envolvidos com estudos sobre hipertexto e o cotidiano escolar. A quase totalidade dos trabalhos que será apresentado nos Grupos de Discussão refere-se a atividades desenvolvidas em sala de aula. São pesquisas de pesquisa de campo. O mesmo se pode dizer das oficinas e minicursos. Assim, embora a ciência não esteja vinculada à aplicação prática das teorias que desenvolve e dos processos que estuda, há uma relação muito consistente entre teoria e prática no caso dos estudos sobre hipertexto. Como os estudos sobre o hipertexto não são exclusividade de uma área do saber, o evento reúne pesquisadores das áreas de educação, lingüística, lingüística aplicada, comunicação, literatura e informática. Dentre eles muitos são professores também.

revistapontocom – O tema deste ano é a interface da escola com as redes sociais. Por quê?
Luiz Fernando Gomes – A ideia original da internet era conectar computadores de forma a distribuir os dados e informações, de modo a protegê-los, pois em caso de um ataque (era o tempo da Guerra Fria) num servidor, outros teriam os mesmos dados e informações. Com o advento dos PCs, a rede aumentou, mas logo se percebeu que a rede era mais que uma conexão entre computadores, e sim entre pessoas. Com os programas tipo Orkut e Facebook, a ideia era conectar não mais pessoas isoladas, mas ligá-las por algo que tivessem em comum. A isso se chamou redes sociais. De fato, esses programas mencionados não são redes – o termo social é praticamente desnecessário – o homem vive em sociedade, é um ser social, então suas redes de relacionamento são sociais! Essas redes apenas potencializam a formação de redes. A rede somos nós. As pessoas que delas participam desde, bem claro, que haja ações realizadas por seus membros! Uma rede é mais que ter nomes de pessoas ligados ao seu perfil! A maioria das pessoas inscreve-se nas redes para estarem juntas, para aumentarem sua visibilidade e seu capital social. Torna-se um “must”. As pessoas se encontram nas redes de que fazem parte, se identificam nas “comunidades” e sentem-se pertencendo a algum “lugar” ou “turma” como se dizia antigamente. Não importa muito se isso é bom ou ruim. Bom é estar junto. Esse é o hiperindividualismo [conceito do sociólogo Gilles Lipovetsky]. Mesmo que os objetivos sejam pessoais ou egoístas, as pessoas se inscrevem em comunidades. Interessante, pois comunidade indica ter algo em comum. Às vezes têm mesmo, mas pode ser também que o que haja de mais em comum entre eles seja o individualismo. Do mesmo modo que falamos sobre educação, as redes vão se formando. O conceito original se perde e logo vem outra novidade, sem que tenhamos digerido a de ontem.

revistapontocom – Então o que podemos esperar no evento deste ano?
Luiz Fernando Gomes – O evento tenta dar um passo além nessa discussão sobre as tais redes sociais. Propusemos como tema a discussão sobre os usos sociais da escrita (letramento) e do computador conectado e seus reflexos sobre as comunidades. Queremos discutir de que modo a tecnologia tem abalado ou provocado a escola no sentido de olhar além de seus conteúdos programáticos tradicionais e incluir neles o uso das linguagens verbal, audiovisual e verbovisual para, por exemplo, conectar pessoas e comunidades entre si. Entender como se dão os processos de letramento na educação não-formal, nas lan houses e quiosques e a cultura da transmídia. Esperamos que os pesquisadores voltem para suas instituições e salas de aula inspirados não apenas a inserir tecnologia no cotidiano escolar, mas dispostos a provocar mudanças profundas nos modos como nos relacionamos com a escola, com a educação e com a sociedade.

Fonte http://www.revistapontocom.org.br
Com informações do Blog do Professor Antonio Matias
www.professorantoniomatias.blogspot.com

Brasil assina convênio para oferecer cursos na área de tecnologia na Alemanha


Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro- O Brasil quer aumentar o número de estudantes de tecnologia com cursos de graduação ou doutorado na Alemanha. Para tanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação firmou hoje (19) acordo com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico.
O convênio tem o objetivo de identificar as instituições que possam receber os brasileiros e oferecer apoio naquele país com cursos de língua inglesa ou alemão. O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico também incentivará a realização de pesquisas nas universidades locais, com a participação de brasileiros.
Ainda não foram definidas quantas bolsas serão oferecidas, mas a estimativa do programa Ciência sem Fronteiras, executado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é ofertar 10 mil vagas, em vários países, até 2014.
As bolsas serão preferencialmente de graduação, doutorado, pós-doutorado, doutorado sanduíche ou de estágio sênior nas áreas de tecnologia, fármacos e energia. O valor atual é 800 euros para graduação e 1,3 mil euros para doutorado.
A partir do convênio entre o CNPq e o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico, a expectativa é que o número de estudantes brasileiros naquele país aumente consideravelmente a partir de 2012. Hoje, 2 mil alunos e pesquisadores frequentam universidades e institutos de pesquisa alemãos.
Na abertura do Encontro Brasil-Alemanha 2011, o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, Ruy Nogueira, destacou que o país quer dar um salto tecnológico com investimentos na área de inovação e espera contar com a Alemanha para a formação de profissionais.

Edição: João Carlos Rodrigues
  FONTE: AGÊNCIA BRASIL.
 Com informações do Blog da Professora Juraci

Polêmica toma conta de debate sobre inclusão de alunos surdos na rede regular de ensino

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O debate sobre a inclusão de alunos surdos na rede regular de ensino marcou hoje (16) o último dia do 10º Congresso Internacional e do 16º Seminário Nacional de Educação de Surdos, na capital fluminense. Cerca de 800 pesquisadores, profissionais e universitários, refletiram sobre o assunto e questionaram a inclusão dos alunos com deficiência auditiva em escolas com alunos não deficientes.
A diretora do Centro e Investigação sobre a Surdez da Universidade Autônoma de Barcelona, professora Nuria Silvestre, apresentou o modelo espanhol de educação inclusiva para surdos, que não foi muito bem recebido por especialistas brasileiros presentes no evento. Introduzido na década de 1980, o modelo faz parte da política do Ministério da Educação da Espanha, que ofereceu incentivos às escolas que adaptassem a infraestrutura, o corpo docente e os métodos pedagógicos aos surdos.
Nuria defendeu a interação entre crianças surdas e ouvintes o quanto antes e explicou que, em seu país, o governo facultou às famílias essa decisão de matricular os filhos nas escolas regulares. "Esse é um meio para incluir o surdo na sociedade. Mas há todo um caminho", disse. "Sem o apoio do corpo docente e da comunidade escolar, a inclusão pode ser um fracasso", acrescentou.
A professora também explicou que, quando o governo começou o programa, criou núcleos para coordenar os profissionais especializados, disponibilizando equipe de fonoaudiólogos, intérpretes e especialistas em próteses, por exemplo. "Não há caminho se não se começar a andar", completou fazendo referência à inclusão dos alunos surdos na rede regular de ensino, citando o poeta espanhol Antonio Machado.
O modelo espanhol é contestado pela Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis), que defende, no Brasil, escolas especializadas e bilíngues para esses deficientes. A única exceção, que permitiria a inclusão na rede, com intérpretes, seria nos municípios sem unidades de referência, normalmente localizadas nas cidades grandes e médias.
A professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e diretora de Políticas Educacionais da Feneis, Patrícia Luiza de Rezende, resume como "massacrante" a situação da educação do surdo no Brasil. Para ela, a política de educação especial do Ministério da Educação "impõe uma inclusão que não atende a peculiaridades e especificidades dos surdos".
"Os surdos precisam ter uma educação bilíngue em que a língua de sinais seja uma língua de instrução e compartilhada na sala de aula. Como os surdos vão estudar nas escolas regulares se a língua dominante é a portuguesa?", perguntou a professora. Segundo Patrícia Rezende, uma pesquisa realizada entre 2001 e 2011, no país, comprova que os surdos aprendem mais nas escolas bilíngues.
Para a próxima semana, a Feneis pretende fazer uma representação, no Ministério Público Federal, contra a política de educação inclusiva em curso pelo Ministério da Educação brasileiro. A federação vai apresentar uma carta-denúncia, tendo como anexos a legislação sobre o tema, pesquisas científicas e depoimentos, justificando a necessidade das escolas especiais bilíngues para os surdos.
A discussão sobre a inclusão de surdos na rede regular tomou força quando MEC propôs o fechamento de duas instituições no Rio para estudantes portadores de deficiência.

Edição: Lana Cristina
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.

Professor: categoria que mais adoece

 

Segundo dados da Junta Médica, os professores constituem a classe que mais pede licenças médicas e afastamento temporário do trabalho. As doenças de ordem fonoaudiológica, como rouquidão, são os mais comuns entre o corpo docente.
Mas a depressão e problemas de articulações também assustam esses profissionais. 
Enquanto não podem ministrar aulas, os profissionais são encaminhados para outros setores das escolas - bibliotecas, salas de vídeo, por exemplo - através de um procedimento conhecido como "estado de readaptação". Após um período que pode variar de 90 a 730 dias, o professor retorna à sala. Mas há casos, que esse período pode durar 8 anos.

"Não sei o que será da minha vida se um dia eu for obrigada a dar aula novamente. Não quero voltar para dentro de uma sala de aula". É com essa frase, e demonstrando certa aspereza, que docentes respondem quando questionados se deseja retornar a lecionar. Há anos, professores ocupam outros cargos na escola por não ter mais condições físicas ou psicológicas para "enfrentar os alunos".

A Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (SEEC) lidera o ranking dos órgãos que enviam servidores para a Junta Médica em busca de permissão para se afastar do serviço por motivos de saúde. As secretaria de Saúde e Segurança Pública vêm em seguida.

Bate-papo


A professora de Português Amanda Gurgel ganhou notoriedade quando, num vídeo, gravado na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte, reclamava sobre a situação atual dos professores potiguares. O vídeo, divulgado na internet, foi visto por milhares de pessoas e Amanda foi convidada para participar de programas nacionais de televisão.

À época, a professora não estava ensinando. Devido a um problema de saúde que ela prefere não revelar qual era, ficou um ano longe das salas de aula. No período de readaptação, trabalhou na biblioteca da Escola Estadual Myriam Coeli. De volta às salas de aula desde julho, quando foi encerrada a maior greve da categoria no estado, Amanda Gurgel retomou sua rotina. Na última quinta-feira, ela concedeu entrevista a TRIBUNA DO NORTE antes de participar de uma reunião com representantes do movimento intitulado "10% do PIB já", que pede o repasse da porcentagem do Produto Interno Bruto para a educação.

TRIBUNA: Quanto tempo passou no período de readaptação?

GURGEL: Foi pouco mais de um ano.

TRIBUNA: Qual foi seu problema de saúde?

GURGEL: Prefiro não falar. Não é interessante citar.

TRIBUNA: Por quê?

GURGEL: Porque não quero que esse problema seja visto só como se fosse meu problema. Isso é um problema de todos os professores do estado, dos municípios. Nossa categoria é doente. O problema é generalizado. O meu exemplo só ilustra a realidade.

TRIBUNA: Porque os professores adoecem tanto?

GURGEL: São vários fatores. Tem a tripla jornada de trabalho, a sobrecarga de trabalho é muito grande. Além disso, somos humilhados, trabalhamos em condições humilhantes. Isso gera um sentimento de raiva, de decepção em todos os professores. Quero deixar claro que não queremos ser tratados como "coitadinhos", mas é preciso melhorar essa situação.

TRIBUNA: E como foi o tempo de readaptação?

GURGEL: Fiquei um tempo no laboratório de informática e outro na biblioteca. Engraçado que, no meu parecer, dizia que eu tinha que ficar num ambiente sem estresse. Isso é impossível dentro de uma escola, dentro desse modelo de educação que temos.


Esse é um exemplo que vem repercutindo no estado do Rio Grande do Norte, mas que acontece em vários estados do nosso país. Veja mais informações que retratam a situação do país:

Secretaria não tem projeto para saúde dos professores

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte/RN) reclamam que a SEEC não dispõe de nenhum projeto voltado para a saúde dos professores. Segundo o coordenador geral do órgão, José Teixeira, foi feito um pedido ao Governo do Estado nesse sentido. "O sindicato propõe uma ação diferenciada para a categoria. Não queremos ser tratados como cidadãos especiais, mas é preciso que haja uma atenção para os professores", alega.

Em São Paulo, no ano passado, a secretaria estadual de Educação criou um programa especial que conta com equipes de médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros que atendem os professores daquele estado. O programa foi criado devido ao número de faltas dos docentes. Segundo informações, uma média de 12,8% dos professores faltavam todos os dias. "A gente precisa de um programa parecido como esse. O professor precisa se ausentar da sala de aula para poder cuidar da saúde. Seria interessante se houvesse uma equipe assim durante as férias. Assim não atrapalharia o calendário escolar", diz José Teixeira.

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou a SEEC para comentar sobre o assunto, porém, o telefone do departamento pessoal só chamava e na assessoria de imprensa ninguém sabia dar informações sobre o assunto.

"Não temos nada disso aqui. Quando o professor pede uma licença, ainda é tratado como vagabundo. Fica a suspeita de que ele realmente precisa dessa licença. É um absurdo", diz a professora Amanda Gurgel.

A coordenadora da Junta Médica do Estado, Isís Solto, rebate as acusações, mas deixa dúvidas quanto à possível influência de outros gestores no órgão. "O médico perito precisa ser isento. Não sei lhe dizer se um dia já existiu ligação ou solicitação de algum secretário pedindo algo desse tipo", diz.

Com informações do Blog da Professora Juraci

Governo estuda aumentar tempo que aluno fica na escola, diz Haddad


O Ministério da Educação e entidades do setor estudam aumentar o número de horas do aluno na escola. As possibilidades em análise são elevar a carga horária diária, que hoje é de 4 horas, ou ampliar o número de dias letivos, atualmente definido em 200 dias, informou o ministro Fernando Haddad.
Atualmente, a criança ou o adolescente devem ficar 800 horas por ano na sala de aula, carga considerada baixa quando comparada a de outros países, segundo Haddad.
“O aprendizado está relacionado à exposição ao conhecimento. Há um consenso no Brasil de que a criança tem pouca exposição ao conhecimento seja porque a carga horária diária é baixa ou porque o número de dias letivos é inferior ao de demais países”, disse o ministro, após participar da abertura do Congresso Internacional Educação: uma Agenda Urgente, promovido pelo movimento Todos Pela Educação.
Para manter o estudante mais tempo na escola, Haddad avalia antecipar a meta de ter metade das escolas públicas funcionando em regime integral, prevista para ser cumprida até 2020, ou até mesmo enviar um projeto de lei ao Congresso Nacional. “Não vamos encaminhar projeto de lei antes de receber o aval daqueles que vão executar isso. A ideia é aumentar o número de horas por ano que a criança fica sob a responsabilidade da escola”, explicou.
O estudo está sendo feito em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).
O ministro reconhece que a medida exigirá mais recursos da pasta. Segundo ele, uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), em discussão no Congresso Nacional, é elevar para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) os investimentos no setor. O novo PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá atingir até 2020.

Fonte: O Estado de S. Paulo
Com informações do Blog Educação

ESCOLA MIGUEL DE LUTO

José Eudes Januário da Silva

29/10/68  à 12/09/2011

"A Escola Miguel Matias está de luto e a nossa tristeza é enorme. Sentimos realmente a perda de nosso querido aluno, que com o seu jeito simples conquistou a todos nós."

CHARGE DA SEMANA

Veja lista com as melhores e piores escolas de Alagoas segundo o ENEM


O Ministério da Educação divulgou nas primeiras horas de hoje a lista do resultado do Enem 2011 por escola
A nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 por escola serve como baliza da qualidade da educação do ensino médio da instituição. As médias são calculadas e divulgadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), autarquia do MEC (Ministério da Educação).

Em Alagoas o Cadaminuto listou as 50 melhores colocadas e as 10 piores, no resultado nenhuma surpresa, as escolas particulares estão bem a frente das públicas, que amrgam as piores posições do ranking.

Só três escolas alagoanas conseguiram ficar entre as 1000 do Brasil, a Maria Montessori, o Coc Maceió e o Colégio Contato, a surpesa positiva é que tr~es escolas de Arapiraca aparecem entre as 20 melhores do Estado, um fato inédito.

Veja abaixo a lista com melhores e piores, a frente a posição de casa escola no Brasil e no fim sua pontuação no Enem.


399 MACEIO COLEGIO MARIA MONTESSORI 667.49

635 MACEIO COC – MACEIO 656.49

845 MACEIO COLEGIO CONTATO MACEIO 649.08

1020 MACEIOCOLEGIO MARISTA DE MACEIO 644.09

1043 MACEIO INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS-CAMPUS MACEIO 643.5

1314 MACEIO SISTEMA MOTIVO DE ENSINO 636.49

1482 ARAPIRACA ESCOLA DE EDUCACAO BASICA SANTA CATARINA 632.8

1740 MACEIO COLEGIO SANTA URSULA LTDA 627.65

1746 MACEIO CENTRO DE ESTUDOS PSICOPEDAGOGICOS LTDA 627.53

1877 MACEIO COLEGIO SANTISSIMO SENHOR 624.86

1903 PALMEIRA DOS INDIOS INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS - CAMPUS PALMEIRA DOS INDIOS 624.09

1998 MACEIO COLEGIO CRISTO REI 622.57

2035 MACEIO COLEGIO DE SAO JOSE 621.71

2099 ARAPIRACA COLEGIO NOSSA SENHORA ROSA MISTICA 620.19

2114 MACEIO COLEGIO SANTA MADALENA SOFIA 619.9

32408 ARAPIRACA ESCOLA SANTA AFRA 614.44

2453 MACEIO SOCIEDADE EDUCACIONAL ELITE LTDA 613.7

2522 MACEIO COLEGIO SANTISSIMA TRINDADE 612.2

2556 MACEIO COLEGIO ADVENTISTA DE MACEIO 611.4

2613 MACEIO COLEGIO DE SAINT GERMAIN 610.41

2655 VICOSA COLEGIO SAO TOMAS DE AQUINO 609.71

2664 MACEIO COLEGIO ATHENEU 609.55

2761 SAO LUIS DO QUITUNDE ESCOLA DE EDUCACAO BASICA PADRE JOSE DE ANCHIETA 607.72

2803 ARAPIRACA ALTERNATIVA ESCOLA DE EDUCACAO BASICA 606.9

2822MACEIO COLEGIO SANTISSIMO SACRAMENTO 606.54

2844 ARAPIRACA COLEGIO PROF D0MINGOS RODRIGUES 606.21

3008 PALMEIRA DOS INDIOS CENTRO EDUCACIONAL CRISTO REDENTOR 603.38

3011 MACEIO COLEGIO PONTUAL UNIDADE FAROL 603.34

3266 MACEIO ESCOLA DE NOSSA SENHORA DO AMPARO 599.38

3281 MACEIOCOLEGIO OBJETIVO 599.13

3366 MACEIOCOLEGIO BATISTA ALAGOANO 597.88

3486 MACEIOCOLEGIO SAO JUDAS TADEU 595.86

3546 ARAPIRACA COLEGIO NORMAL SAO FRANCISCO DE ASSIS 595.08

3552 MACEIO COLEGIO SANTA AMELIA 594.96

3582 MACEIO COLEGIO INTERATIVO 594.43

3618 PENEDO COLEGIO IMACULADA CONCEICAO 594.03

3737 MACEIO COLEGIO NOSSA SENHORA DA CONCEICAO APARECIDA 591.84

3857 ARAPIRACA EXITO COLEGIO 589.94

3859 MACEIOD LINS COLEGIO E CURSO LTDA 589.93

3916 CORURIPE CENTRO EDUCACIONAL DE CORURIPE 588.94

3962 RIO LARGOESCOLA DE EDUCACAO BASICA AGNUS DEI 588.16

4067 MACEIOCOLEGIO EDSON MONTEIRO 586.54

4125 SAO JOSE DA TAPERA ESCOLA DE 1º E 2º GRAUS JOAO PAULO II 585.57

4182 MACEIO ESCOLA DE EDUCACAO BASICA E PROFISSIONAL FUNDACAO BRADESCO 584.77

4294 PENEDOCOLEGIO DIOCESANO DE PENEDO 583.21

4377 SAO MIGUEL DOS CAMPOS COLEGIO NUNILA MACHADO –ROSAL 582.04

4446 MACEIOCOLEGIO ANCHIETA 581.18

4472 MACEIO COLEGIO DINAMICO 580.78



Lista dos Piores

19270 SAO BRAS ESCOLA ESTADUAL SAMPAIO MARQUES 455.08

19247 JAPARATINGA ESCOLA ESTADUAL D ELISEU MARIA GOMES OLIVEIRA457.51

19106 MACEIO ESCOLA ESTADUAL DR MIGUEL GUEDES NOGUEIRA 464.58

19014 GIRAU DO PONCIANOESCOLA ESTADUAL DEPUTADO GILVAN BARROS 467.78

19010 TRAIPUESCOLA ESTADUAL PROFª Mª AVELINA DO CARMO 467.97

18873 BOCA DA MATAESCOLA ESTADUAL JOSEFA CAVALCANTE SURUAGY 472.34

18851 PORTO REAL DO COLEGIOESCOLA ESTADUAL D SANTA BULHOES 472.85

18735 SAO MIGUEL DOS MILAGRES ESCOLA ESTADUAL FRANCISCO FALCAO 475.74

18698 ARAPIRACA ESCOLA ESTADUAL ADRIANO JORGE 476.57

18664 MACEIO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFRANIO LAGES 477.44

18642 MACEIOESCOLA ESTADUAL PROFESSORA LAURA DANTAS SANTOS DA SILVA 477.89



Fonte: Cada Minuto

Inep libera para consulta o desempenho médio por escola no Enem de 2010

Diretores de escolas, professores, estudantes, pais e pesquisadores já podem consultar as médias obtidas pelos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. Divulgados nesta semana pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), os resultados foram apresentados por escola, levando-se em conta o percentual de estudantes das unidades de ensino que participaram do exame. A mudança na forma de apresentação dos dados pretende reduzir distorções na divulgação dos resultados no caso de escolas em que a participação dos alunos é pequena.
Pelo sistema adotado pelo Inep, é possível verificar ainda as médias de todas as escolas do Brasil, por modalidade de ensino, com resultados obtidos para o ensino médio regular, educação de jovens e adultos e as duas etapas em conjunto. Além de estarem disponíveis as médias separadas das quatro áreas objetivas avaliadas no exame, a da redação e a geral — prova objetiva mais redação.
Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, a divulgação das médias do Enem por escola é um elemento de mobilização pela melhoria da qualidade do ensino, por auxiliar professores, diretores e demais dirigentes educacionais na reflexão crítica sobre o processo educacional da escola, além de subsidiar políticas educacionais.
No uso dos resultados, deve-se observar que, para algumas escolas, o número de participantes foi pequeno — uma reduzida taxa de participação torna a nota média pouco representativa do conjunto de estudantes da escola. Note-se também que mesmo para as escolas com alta taxa de participação, pode não estar representado o desempenho médio que a instituição de ensino obteria caso todos os estudantes tivessem feito as provas, considerado o caráter voluntário do exame.
Participaram das provas do Enem mais de 3,2 milhões de estudantes. Entre eles, 1 milhão são concluintes do ensino médio regular.
Abaixo da média
Responsáveis por 88% das matrículas do ensino médio do país, as escolas públicas são maioria entre as que ficaram com nota abaixo da média nacional no Enem. Entre os estabelecimentos de ensino que tiveram desempenho inferior à média nacional na prova objetiva (511,21 pontos), 96% são públicos. Esse dado descarta os colégios que tiveram participação inferior a 2% ou com menos de 10 alunos inscritos e por isso não obtiveram nota final.
No total, 63% das escolas que participaram do Enem no ano passado ficaram com desempenho inferior à média nacional. Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, a distância entre os resultados é “intolerável” e precisa ser reduzida. Ele avalia, entretanto, que muitas vezes o baixo desempenho está relacionado não apenas às condições da escola, mas de seu entorno.
“Às vezes, as condições socioeconômicas das famílias explicam muito mais o resultado de uma escola do que o trabalho do professor e do diretor. E, muitas vezes, as escolas são sobrecarregadas com responsabilidades que não são 100% delas. É muito diferente uma escola de um bairro nobre de uma região metropolitana de classe média, cujo investimento por aluno é dez vezes o investimento por aluno da rede pública, de uma escola rural que atende a filhos de lavradores que não tiveram acesso à alfabetização”, pondera o ministro.
Considerando apenas as escolas com alto índice de participação no exame (mais de 75% dos alunos), apenas uma pública está entre as 20 melhores do país: o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV). A média obtida pela escola mineira foi 726,42 pontos, levando em conta a média entre a prova objetiva e a redação.
Para Mozart Neves Ramos, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) e do Conselho de Governança do movimento Todos Pela Educação, a ausência de escolas públicas entre as melhores do Enem não é novidade e deriva da desigualdade de acesso a oportunidades educacionais no país.
“As avaliações mostram que essa desigualdade [da qualidade do ensino oferecido por públicas e particulares] começa lá atrás e vai se acentuando ao longo do percurso escolar. O jovem da escola particular chega ao nível de formação e aprendizado esperados quando termina o ensino médio, mas o da escola pública chega com três ou quatro anos de déficit na aprendizagem. A luta é desigual”, avalia.
Para conhecer os resultados de cada escola acesse o site do Inep.

Com informações da Agência Brasil e do MEC

 
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